Como lidar com a instabilidade política internacional
- Ana Luiza Pacífico
- há 7 dias
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Nos primeiros meses de 2026, o cenário internacional segue marcado por tensões e incertezas. Conflitos em andamento, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, os ataques no Oriente Médio, a crise diplomática dentro da OTAN e os entraves nas negociações entre Mercosul e União Europeia evidenciam uma nova dinâmica no cenário global.
Nesse contexto, muitas empresas brasileiras ainda hesitam em olhar para fora — esperando por um “momento ideal” para expandir suas operações internacionalmente. Mas a realidade atual mostra exatamente o contrário:em um mundo instável, é justamente o comércio exterior que pode oferecer mais equilíbrio e segurança para os negócios.
Empresas que já atuam no mercado internacional conseguem diluir riscos, acessar diferentes moedas, negociar com parceiros diversos e ajustar rotas e estratégias de acordo com os acontecimentos globais. Não se trata apenas de buscar oportunidades, mas de criar uma estrutura mais resiliente.
Além disso, o Brasil está cada vez mais inserido em novas frentes de negociação global — com a atuação dos BRICS ganhando força, o interesse internacional pelo país aumentando e novas alianças econômicas sendo formadas.
Nesse cenário, o contrato internacional assume um papel central. Não basta traduzir um modelo padrão ou adaptar cláusulas genéricas: é preciso prever riscos logísticos, considerar alternativas jurídicas confiáveis, escolher a sede correta da arbitragem, estruturar cláusulas de variação cambial e, principalmente, garantir que o documento represente os interesses reais da empresa, de forma técnica e preventiva.
Comércio internacional não é só expansão.É uma forma de proteger o negócio em tempos instáveis — desde que acompanhado de estratégia jurídica adequada.





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